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Escrever é muito mais do que uma mera paixão, é uma parte de mim!
Na poesia, os pensamentos, as ideias e as emoções ganham vida própria, deixam de ser uma parte do autor e rompem a fronteira do "eu" , abraçando, assim, outras realidades, outras vidas.
Nélson J. Ponte Rodrigues

domingo, 2 de setembro de 2018

Negligência

Negligência tem sempre consequências negativas. É vital cuidar daqueles que amamos ou consideramos fulcrais na nossa vida. Sem dedicação e amor, tudo arrefece... Tudo! Atualmente, muitas pessoas desvalorizam o que já têm, esquecem rapidamente o trajeto feito ao lado de alguém especial. O futuro por muito promissor que seja, não justifica tudo. Uma mera palavra, um abraço, um beijo, uma pequena conversa, confortam o coração e fortalecem os grandes amores ou amizades. Não desistas de mim! Não te esqueças de nós! Dói... Receio o momento em que a tua ausência já não doa, seja indiferente. Quanto maior a amizade ou o amor... Para grandes conquistas, grandes esforços.

Nelson José Ponte Rodrigues
09-04-2018

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A Vontade Faz Acontecer!

A vontade desconhece desculpas ou pretextos. A vontade é a força mais poderosa que move os seres humanos. Quem quer, pelos menos, tenta! Não queiras colher mais tarde os bons frutos que nunca plantaste ou contemplar a beleza de uma árvore que há muito já abandonaste. Uma pessoa equilibrada, nos dias de hoje, deve reger-se pela mente (sensatez) e não pelo coração (emoção). Não sabes o porquê? Eu explico. Tudo o que um dia foi ouro reluzente, no outro se transformou numa lata velha e esquecida. As pessoas, por vezes, esquecem-se do que realmente importa, fecham-se num mundo paralelo nem sempre real ou fiável. Não há localidades nem profissões e nem pessoas perfeitas por muito que as queiramos encontrar. Vivemos numa era de consumir e deitar fora infelizmente. Aprende a cuidar de ti e daqueles que realmente admiras e amas. Beija, abraça, ouve, fala, escreve assim que possas... Assim, dificilmente perderás pessoas especiais.

Nelson José Ponte Rodrigues
22-07-2018

Partiste Sem Dizer Adeus

Por vezes, nem as palavras conseguem explicar o que sentimos. Assim, são as efémeras e insanas paixões e as grandes e inesperadas desilusões. Quando o vazio engole algo que outrora foi tão especial, perde-se a magia, a admiração, a cumplicidade... Surge, então, a impiedosa mágoa, uma cicatriz que tatua a nossa alma sem consentimento nem aprovação. 
Cura-se a tristeza, a ira e a frustração, não a mágoa e a deceção. Não, nem tudo vale a pena! Ainda não aprendeste? A mágoa é a pior inimiga daqueles que um dia foram inseparáveis. 
Nunca desvalorizes ou arrumes numa gaveta quem um dia já foi o teu mundo, o teu todo, a tua melhor companhia, o teu cúmplice favorito, com quem já choraste e riste inúmeras vezes... E agora? Qual é o meu papel (preponderante) na tua vida? Rigorosamente nenhum. Só uma distante memória.
A peça continua, e eu continuo no banco, bem longe da cortina e do palco onde atuas. Já o partilhámos? Já fomos tão felizes? Lembras-te? Nunca fui o ator principal, eu sei. Outrora, pelo menos, tive um papel secundário (quase principal). E agora? Fui afastado da peça sem aplausos nem agradecimentos ou prévia notificação. A vida nem sempre é justa, mas pensei que tu fosses. 
O tempo aquece ou arrefece as relações. Ausências não fortalecem, enfraquecem... quando houve tanto em comum, tanto tempo partilhado. 
O teu tempo só aquece quem está do teu lado. Não ouses partilhar comigo as tuas tristezas, inseguranças ou fracassos se um dia me excluiste das tuas glórias. Nem uns meros minutos do teu tempo me entregaste. Fui arrastado para bem longe... 
Receio, agora, não sentir a tua ausência futuramente. 
Antes do adeus, há um longo silêncio... E depois? Um interminável inverno. Nem tudo tem perdão ou merece compreensão. Ainda me recordo da tua promessa: "nunca te abandonarei, envelheceremos bem perto um do outro." Terás mentido ou bebido de mais nessa noite?!
Não culpo quem te roubou de mim, acuso quem já recebeu o melhor de mim. 
As verdadeiras conquistas demoram meses, anos, décadas... Tudo o resto é puro engodo ou ilusão. Eu perdi-te em poucos dias, tornei-me acessório, pouco relevante, talvez obsoleto, uma antiga memória. Nunca prescindimos de quem verdadeiramente gostamos ou amamos. Esta é a única verdade. Só a morte, a vontade humana e a desilusão são capazes de separar duas pessoas que outrora foram inseparáveis. 
Respeito as escolhas de quem já amei ou adorei, mas acima de tudo, respeito-me e valorizo o meu tempo e dedicação mais do que nunca. Não mereço nem quero papéis secundários ou provisórios ou ainda prémios de consulação. 
Quem me dá tudo de si, terá tudo de mim... Contudo, após cada desilusão, sinto-me cada vez mais longe do homem gentil, romântico e ingénuo que um dia fui. Obrigado. Afinal, não és tão surpreendente e original quanto eu esperava. Julguei-te diferente, especial. Constato que me precipitei... uma vez mais. 
A deceção não mata, mas deixa marcas. 
Lamento, pois ainda sinto algo. Amanhã, sentirei menos.

Nelson José Ponte Rodrigues
25-07-2018

Alicerces

Os principais alicerces de uma relação amorosa são a lealdade, o respeito, a honestidade, a confiança e a admiração. Para que serve tanto amor se um dia este perde o seu charme e fulgor? O que alimenta os olhos e sacia a carne não é o mesmo que alimenta a alma. Sexo é bom, mas partilhar a cama com quem o fazemos depois é ainda melhor. É fenomenal e quase indescritível a sensação de dormirmos ao lado de quem amamos. Aprendam a amar, mulheres! Um homem é muito mais do que uma fonte de prazer e investimento. Muitos casais separam bens e vontades desde o primeiro dia, pois não ambicionam amar a outra pessoa, mas sim usufruir do que esta poderá dar ou estimular. A emoção nunca deve calar a razão. Pensem nisto e sejam felizes! 

Nelson José Ponte Rodrigues
23-08-2018