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Escrever é muito mais do que uma mera paixão, é uma parte de mim!
Na poesia, os pensamentos, as ideias e as emoções ganham vida própria, deixam de ser uma parte do autor e rompem a fronteira do "eu" , abraçando, assim, outras realidades, outras vidas.
Nélson J. Ponte Rodrigues

domingo, 1 de abril de 2018

Não se ama depressa. Ama-se devagar.


Não me enumeres tantas virtudes. Dá-me a conhecer antes os teus defeitos.
Nos meandros que rodeiam o teu ser, saberei se serei capaz de te amar. Eu prefiro o silêncio que não ensurdece a sensatez. Prefiro um olhar cru que te dispa, que me permita ver tudo aquilo que as palavras tentam esconder. 
As belas declarações de amor são mais genuínas quando não são ditas, mas sim sentidas.

Se aceitas e/ou entendes o meu lado mais sombrio, imagina o quão feliz serás quando conheceres o outro lado.

É tão fácil e confortável percorrer o caminho mais tranquilo em primeiro lugar. E depois? Conseguirás acompanhar-me quando o caminho ficar sinuoso? Perante a(s) primeira(s) tempestade(s), ficarás ou fugirás de imediato?
Amas o que eu sou ou a folia que te dou?

Este é um erro comum: amar o lado macio sem conhecer (ou desejar conhecer) o lado áspero também.
Não se ama metade de uma pessoa, pois não? Ama-se por inteiro.
Não se ama apenas ao fim de semana.
Ama-se durante todos os dias da semana. Não se ama metades. Não se ama às vezes.
O amor oscila, mas não tira férias. Só o tempo ensina a amar, a valorizar ou repudiar.
Não se ama depressa. Ama-se devagar. A paixão é o que muitos chamam de amor. Esta vive dos impulsos mais primordiais, idoletra declarações convencionais. Na verdade, as palavras quando o calor abunda entre dois corpos deturpam facilmente a realidade.

Queres amar-me (verdadeiramente)? Não faças como a maioria.
Observa, então, o que sou, não quem aparento ser, pois desta forma saberás quem sou sem filtros nem farsas encenadas.

Nélson José Ponte Rodrigues
01-09-2017



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